ANDREA RAMAL ANALISA MEDIDAS ANUNCIADAS PELO GOVERNADOR WITZEL SOBRE AS UNIVERSIDADES ESTADUAIS

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Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Foto: Reprodução

Fonte: CBN 

No ‘Escola da Vida’ do dia 23 de maio, a educadora Andrea Ramal analisou as medidas anunciadas pelo Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro, sobre as universidades estaduais. A primeira medida é a proibição das instituições de responderem as solicitações da imprensa por conta própria; e a segunda envolve mudanças na escolha dos reitores. O professor Luiz Passone, reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense, contribuiu para o debate.

Escolha dos reitores

“Na maioria dos casos, a universidade sugere um nome. E isso ocorre a partir do resultado de uma eleição interna, no qual o voto dos professores possui um peso um pouco maior, mas o voto dos estudantes também vale. A comunidade educativa participa e o governador recebe um nome, podendo aprovar ou não. Entretanto, normalmente, ocorre uma mera ratificação do nome escolhido. O governador Witzel deseja receber uma lista tríplice, a fim de garantir a possibilidade de uma escolha mais ampla”, explica a educadora. 

Novas medidas 

“As duas medidas ferem bastante algo que a universidade preza muito, que é a autonomia. A autonomia universitária não significa que as instituições farão o que quiserem, mas que haverá liberdade de pensamento e maior democratização do diálogo. Diferente da intenção do governador, não é possível haver um discurso único, uma vez que a universidade é o lugar da pluralidade, discussão e confronto de ideias. Quanto à escolha da reitoria, existem práticas internacionais que deveriam ser avaliadas. A Universidade de Oxford é um bom exemplo a ser seguido. Lá eles contratam uma consultoria de Recursos Humanos, que realiza um processo seletivo para encontrar o melhor gestor. Portanto, o novo reitor passa por entrevista, apresenta um plano de trabalho, entre outros procedimentos. De fato, falta à universidade pública brasileira oxigenar um pouco mais, porém essa questão não será resolvida apresentando três nomes ao governador. A medida escolhida, portanto, não me parece a mais adequada”, comenta a Doutora em Educação pela PUC-Rio.

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2019-05-30T14:12:30+00:00