CAMPOS DE EXPERIÊNCIA NA PRÁTICA: COMO TRABALHAR ‘O EU, O OUTRO E O NÓS’ NA EDUCAÇÃO INFANTIL

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Crédito: Getty Images

Fonte: Nova Escola | Autor: Lucas Santana

 

Desde que a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Infantil tomou forma, a revista NOVA ESCOLA tem se dedicado a criar conteúdos que possam traduzir, desde o planejamento dos coordenadores pedagógicos com os professores até a sala de aula, os conceitos e objetivos apresentados no documento. Para mostrar como os Campos de Experiência podem ser trabalhados com as crianças, a equipe foi buscar exemplos de atividades que possam inspirar professores, gestores e toda a comunidade escolar a fazer a diferença na Educação Infantil com os conceitos propostos nos Campos de Experiência.

É importante ressaltar que, como aponta a BNCC e diversos especialistas em Educação, as atividades podem e devem englobar mais de um Campo de Experiência simultaneamente, a depender da criatividade e proposta dos educadores.

Conheça os 5 Campos de Experiência

Os 5 Campos de Experiência ocupam espaço importante do novo documento da Educação Infantil. São eles:

  1. O eu, o outro e o nós
  2. Corpo, gestos e movimentos
  3. Traços, sons, cores e formas
  4. Escuta, fala, pensamento e imaginação
  5. Espaço, tempo, quantidades, relações e transformações

Por que trabalhar os Campos de Experiência 

Os Campos de Experiência apresentam uma leitura nova e avançada sobre os objetivos de aprendizagem desde os primeiros anos de vida das crianças. “Os Campos de Experiência se referem à base estrutural pedagógica. São propostas curriculares que devem guiar as escolas com as aprendizagens necessárias para cada série”, explica Andrea Ramal, consultora e doutora em Educação pela PUC-Rio. Para ela, os campos não são apenas uma lista de conteúdos [como se tem no Ensino Fundamental] divididos por disciplinas e ano escolar. “É uma forma de expressar que a Educação precisa ser menos conteudista e mais baseada no desenvolvimento de competências”.

A BNCC da Educação Infantil altera a concepção de professor e de criança. Nesse sentido, os Campos de Experiência são um convite para que os professores inovem, tenham outro olhar sobre esta etapa do desenvolvimento da pessoa e construam uma Educação diferente. “Isso fica evidente nas dez competências que a BNCC integra ao currículo da Educação Básica. São as competências de que um cidadão do século XXI precisa para viver bem neste mundo”, aponta.

Primeiro campo

O primeiro dos Campos de Experiência proposto pela BNCC trata sobre a construção da identidade, da subjetividade, das relações interpessoais, do respeito próprio e coletivo, da sensação de pertencimento a um grupo. Para Andrea Ramal, o Campo reflete o olhar da BNCC para a educação voltada ao autoconhecimento e aceitação dos demais. “Reflete o entendimento de que a vida é construída a partir de relacionamentos e de interações. Também envolve aprender a conviver e a trabalhar junto com outros”, analisa a educadora.

Desafios

Afinal, como conceitos tão vastos e complexos como a identidade, a subjetividade e a coletividade podem ser trabalhados com as crianças? Essas respostas ainda estão sendo construídas por educadores, mas alguns caminhos já estão sendo traçados. “O maior desafio para os professores será aliar seus conteúdos às competências determinadas pela base. Existem competências, como a construção de uma visão crítica e a capacidade de interagir com os outros aceitando a diversidade que não estão ligadas a uma matéria específica. É justamente por conta disso que o professor precisa repensar seu papel e estar atento a toda essa transformação global”, provoca Andrea.

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2019-05-06T12:39:13+00:00