Andrea Ramal comenta a decisão de colégio carioca em usar formas inclusivas de tratamento

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Foto: Freeimages

Fonte: Escola da Vida – Rádio CBN. 12 out. 2020

O uso do gênero neutro nas escolas ainda é um tema bem polêmico. Segundo Andrea Ramal, “é uma tentativa de conscientizar os jovens sobre o quanto a linguagem pode ser inclusiva ou excludente. A linguagem pode condicionar, mesmo que subliminarmente, as pessoas a pensar que têm profissões mais masculinas ou mais femininas. Essa ação de uso do “gênero neutro” é uma tentativa de usar a linguagem para mudar a realidade, principalmente quando está ligada à questão da exclusão. A linguagem é viva mas vai se modificando a partir da cultura e vai acompanhando as mudanças da sociedade.”

Relacionando com o caso do Colégio Franco-Brasileiro, que deu aos professores e alunos a liberdade de uso da forma de tratamento que acharem mais adequada e inclusiva, a especialista em educação afirmou “é uma tentativa de mudar a linguagem para mudar a cultura e a sociedade. É interessante porque suscita esse debate e abre os olhos de muitas pessoas para a importância do respeito e da inclusão”.

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2020-11-12T14:11:41+00:00